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ToggleReceita em CPF agora entra no limite de faturamento do MEI: entenda a mudança
Microempreendedores individuais devem ficar atentos: a Resolução CGSN nº 183/2025, publicada em outubro, redefine o cálculo do limite de faturamento do MEI. Agora, todas as receitas geradas em nome do CPF — como serviços autônomos e trabalhos eventuais — serão somadas ao faturamento oficial do CNPJ.
Essa mudança pode levar ao desenquadramento automático do MEI caso o total ultrapasse R$ 81 mil anuais (com tolerância de até R$ 97,2 mil). Profissionais liberais e prestadores de serviços precisam revisar imediatamente seus controles financeiros para evitar surpresas e manter o enquadramento no regime simplificado.
O alerta que todo MEI precisa: rendimentos em CPF podem levá-lo ao desenquadramento
Para o microempreendedor individual, a omissão de valores recebidos em CPF pode levar a um risco imediato: ultrapassar o teto de R$ 81 mil anuais e ser desenquadrado do MEI de forma automática, sem aviso prévio.
Ao não considerar esses rendimentos, o MEI pode:
- Perder a cobertura simplificada do Simples Nacional e ter de migrar para regimes mais complexos;
- Ficar sujeito a multas e cobranças retroativas de tributos referentes ao período em que ultrapassou o limite;
- Enfrentar obrigações acessórias adicionais, como declarações e guias de pagamento mais onerosos;
- Comprometer o planejamento financeiro, devido a surpresas no saldo de faturamento.
Em um cenário em que cada centavo conta, o controle detalhado das receitas em CPF torna-se imprescindível. Revisar mensalmente os registros de entrada e consolidar todas as notas e recibos é a forma mais eficiente de evitar o desenquadramento e manter os benefícios do MEI.
Principais alterações da Resolução CGSN nº 183/2025
A Resolução CGSN nº 183/2025 redefine o conceito de faturamento do MEI, incorporando todas as receitas obtidas em nome do CPF ao cálculo anual do CNPJ. Com isso, o montante apurado passa a refletir a soma de atividades formais e informais do empreendedor.
- Unificação de receitas: valores recebidos no CPF (serviços avulsos, freelances e autônomos) agora são considerados no teto anual do MEI;
- Limite de faturamento: o patamar de R$ 81 mil (com tolerância até R$ 97,2 mil) permanece, mas será computado de forma abrangente;
- Fiscalização ampliada: a Receita Federal poderá cruzar informações de diferentes inscrições cadastrais para verificar o cumprimento do teto;
- Alteração normativa: inclusão do §10 no art. 2º da Resolução CGSN nº 140/2018, que consolida as regras do Simples Nacional.
Em resumo, a principal consequência é que qualquer rendimento fora do CNPJ deixará de ser “reservado” ao CPF, exigindo que o MEI tenha controle unificado de todas as entradas de recursos para não sofrer desenquadramento automático.
Como funciona a soma de receitas entre CPF e CNPJ
Com a Resolução CGSN nº 183/2025, as receitas obtidas em nome do CPF passam a integrar o cálculo do limite anual do MEI. Na prática, todo valor recebido tanto por meio do CNPJ quanto pelo CPF é somado para verificar se o limite de R$ 81 mil (ou R$ 97,2 mil com tolerância) foi ultrapassado.
- Antes: se um MEI faturava R$ 60.000 pelo CNPJ e R$ 30.000 pelo CPF em atividades autônomas, apenas os R$ 60.000 eram considerados, mantendo-o dentro do teto;
- Depois: os mesmos valores somarão R$ 90.000 (R$ 60.000 + R$ 30.000), ultrapassando o limite de R$ 81.000 e gerando risco de desenquadramento;
- Exemplo com tolerância: até R$ 97.200 de faturamento agregado ainda é aceito, mas um total acima disto implica migração automática de regime.
É essencial registrar mensalmente todos os recebimentos, emitir notas fiscais no sistema do MEI mesmo quando o serviço for cobrado em CPF e monitorar o total acumulado para evitar surpresas ao final do ano.
Base normativa e atualização da Resolução nº 140/2018
Com a publicação da Resolução CGSN nº 183/2025, foi acrescido o §10 ao artigo 2º da Resolução CGSN nº 140/2018, que consolida as normas gerais do Simples Nacional. Essa inclusão estabelece que receitas apuradas em inscrições cadastrais distintas — como os recebimentos em CPF — devem ser consideradas para o cálculo do limite de faturamento do MEI.
O principal objetivo dessa alteração normativa é promover maior transparência e coesão no controle de receitas dos microempreendedores, evitando práticas de fragmentação de faturamento. Em síntese, a atualização visa:
- Harmonizar critérios de apuração de receita bruta, unificando valores de CPF e CNPJ;
- Fortalecer o monitoramento pelo Fisco, ampliando a fiscalização sobre diferentes inscrições do mesmo titular;
- Assegurar a conformidade tributária, impedindo que rendimentos informais escapem ao teto anual do MEI.
Com isso, o MEI deve adotar controles financeiros mais robustos e consolidar todas as fontes de receita para permanecer em dia com o regime simplificado.
Consequências práticas para o microempreendedor
Ao incluir receitas de CPF no teto do MEI, o empreendedor enfrenta riscos concretos. O ultrapassamento do limite pode levar ao desenquadramento automático, sem notificação prévia, e à necessidade de migração para regimes mais complexos. Além disso, obrigações acessórias aumentam, com declarações complementares e pagamento de tributos retroativos.
Para se adequar, é essencial:
- Monitorar mensalmente todas as entradas de recursos;
- Emitir notas fiscais no sistema do MEI, mesmo para valores cobrados no CPF;
- Revisar lançamentos contábeis e registros de recebíveis;
- Implementar controles financeiros e relatórios periódicos.
Adotar essas práticas ajuda a evitar multas, manter a conformidade fiscal e assegurar a permanência no regime simplificado do MEI.
Boas práticas e medidas preventivas
Para manter o MEI dentro do limite de faturamento e evitar desenquadramentos, adote práticas de gestão financeira e tributária eficazes:
- Registre mensalmente todas as receitas, incluindo valores recebidos em CPF e CNPJ;
- Emita notas fiscais no sistema do MEI para cada prestação de serviço, mesmo quando o pagamento for feito em CPF;
- Utilize planilhas ou softwares de controle financeiro para consolidar entradas e saídas;
- Separe contas bancárias: mantenha movimentações pessoais e da empresa em contas distintas;
- Projete o faturamento e compare o acumulado com o teto de R$ 81 mil (e a margem de tolerância de R$ 97,2 mil);
- Reserve uma margem de segurança, considerando imprevistos que possam elevar seu faturamento;
- Revise trimestralmente lançamentos, faça conciliações bancárias e ajustes necessários;
- Mantenha-se atualizado sobre alterações na legislação do Simples Nacional e no MEI.
Com esses cuidados, você terá maior controle sobre o fluxo de caixa, evita surpresas no fim do ano e garante a continuidade dos benefícios do regime simplificado.
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- Gestão tributária personalizada, com monitoramento de faturamento e obrigações acessórias;
- Legalização e abertura de CNPJ, garantindo conformidade desde a formalização;
- Organização contábil simplificada, incluindo conciliações bancárias e emissão de relatórios periódicos;
- Orientação sobre emissão de notas fiscais, segregação de receitas em CPF e CNPJ e planejamento financeiro;
- Acompanhamento das atualizações do Simples Nacional e do regime MEI.
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Fonte Desta Curadoria
Este artigo é uma curadoria do site Portal Contabeis. Para ter acesso à matéria original, acesse Receita em CPF entra no limite de faturamento do MEI





