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ToggleReforma Tributária 2027: prepare sua clínica médica para manter a lucratividade
Alerta para clínicas médicas: a Reforma Tributária de 2027 promete pressionar as finanças de quase 291 mil estabelecimentos em todo o Brasil. Sem um planejamento adequado, 54% das clínicas correm risco de encerrar as atividades, segundo o Sebrae.
Com o fim de tributos como PIS/Pasep, Cofins, ICMS e ISSQN e a adoção do novo regime baseado no IVA — que inclui IBS, CBS e IS —, a lucratividade das clínicas pode ser significativamente afetada. Para Cristiane Almeida, diretora da Brasís Contabilidade, a chave para mitigar esses impactos está na organização prévia e na implementação de boas práticas fiscais e contábeis.
O risco à vista: como a Reforma Tributária pode pressionar suas finanças
Alerta: com a entrada em vigor da nova Reforma Tributária em 2027, suas finanças podem ficar na corda bamba. Clínicas médicas serão obrigadas a migrar de tributos como PIS/Pasep, Cofins, ICMS e ISSQN para o modelo baseado no IVA (IBS, CBS e IS), e a falta de um planejamento sólido poderá apertar o fluxo de caixa de forma abrupta.
Dados do Sebrae revelam que 54% das unidades de saúde já encerraram atividades por má gestão, e estudos mostram que cerca de 291 mil clínicas precisarão revisar suas estruturas fiscais nos próximos dois anos. Sem organização prévia dos processos contábeis e financeiros, a pressão sobre a lucratividade e o risco de fechamento tornam-se realidades iminentes.
Principais mudanças fiscais: do PIS/PASEP ao IBS, CBS e IS
Atualmente, as clínicas médicas estão sujeitas a diversos tributos sobre receita e serviços:
- PIS/PASEP: contribuição federal sobre o faturamento, destinada ao financiamento da seguridade social;
- Cofins: outra contribuição federal que incide sobre a receita bruta, também voltada à seguridade;
- ICMS: imposto estadual sobre circulação de mercadorias e alguns serviços;
- ISSQN: tributo municipal sobre prestação de serviços de qualquer natureza.
Com a implantação da Reforma Tributária e a adoção do modelo baseado em IVA (Imposto sobre Valor Adicionado), esses tributos serão substituídos por:
- IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): unifica ICMS e ISSQN, aplicando-se na origem de cada operação de venda ou prestação de serviço;
- CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): substitui PIS/PASEP e Cofins, simplificando a cobrança federal sobre o consumo;
- IS (Imposto Seletivo): adicional aplicado a produtos específicos, como cigarros e bebidas alcoólicas, com alíquotas ajustadas para desestimular consumo.
Ao migrar para o IVA, o governo busca uniformizar a tributação sobre bens e serviços, reduzindo distorções entre estados e municípios. Para as clínicas, isso significa revisão completa das alíquotas, apuração unificada dos créditos fiscais e adaptação dos sistemas de emissão de nota fiscal às novas regras até 2027.
Desafios específicos para clínicas médicas
Com a transição para o IVA, as clínicas médicas enfrentarão desafios que vão além da simples mudança de alíquotas. A adaptação exige atenção redobrada para evitar impactos negativos na saúde financeira.
- Aumento da alíquota efetiva: mesmo com redução prevista, o novo cálculo de IBS e CBS pode elevar o custo tributário se não for bem planejado.
- Custos de readequação de sistemas: atualização de softwares, integração de dados e treinamentos internos geram despesas imediatas.
- Complexidade em compliance: o novo regime traz regras rigorosas de apuração, notas fiscais eletrônicas e obrigações acessórias, ampliando o risco de autuações.
- Perda de créditos fiscais: insumos não elegíveis ou erros na classificação podem reduzir o aproveitamento de créditos, impactando o caixa.
- Precificação e repasses: sem revisar a política de preços e comunicar adequadamente os clientes, clínicas podem não repassar custos, reduzindo margens.
Estratégias e boas práticas para amenizar impactos
Para enfrentar a nova realidade tributária e reduzir riscos de perdas, adote as seguintes boas práticas recomendadas pela especialista:
- Avaliar periodicamente o regime tributário mais adequado (Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real);
- Emitir nota fiscal eletrônica em todas as receitas para evitar autuações;
- Planejar o fluxo de caixa com projeções de entradas e saídas e criar reservas de contingência;
- Revisar a estrutura societária e considerar formatos como cooperativas ou associações médicas;
- Registrar e controlar rigorosamente despesas dedutíveis para maximizar créditos fiscais;
- Atualizar e integrar sistemas de gestão financeira e contábil para apuração correta dos novos tributos;
- Treinar a equipe interna sobre as obrigações acessórias e prazos de apuração;
- Definir critérios claros de precificação e repasse de custos aos clientes;
- Monitorar indicadores de desempenho e revisar processos sempre que necessário.
Implementar essas ações agora ajudará sua clínica a manter a saúde financeira e chegar em 2027 mais preparada para o novo regime tributário.
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- Legalização e compliance: orientação para cumprimento de obrigações acessórias, envio de declarações e monitoramento de prazos;
- Abertura e regularização de CNPJ: suporte em toda a documentação, registro e alterações cadastrais;
- Imposto de Renda: elaboração de declarações para pessoa jurídica e sócios, redução de riscos e otimização de deduções.
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Fonte Desta Curadoria
Este artigo é uma curadoria do site RADAR DIGITAL BRASÍLIA. Para ter acesso à matéria original, acesse Reforma Tributária pode pressionar finanças de clínicas médicas, alerta especialista; confira dicas





